quarta-feira, 20 de maio de 2009

Infância de A Abgar Renault

" Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
Lia a história de Robinson Crusoé.
Comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
A animar nos longes da senzala-nunca se esqueceu
Chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
Café gosotoso
Café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo
Olhando para mim:
- Psiu... Não acorde menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!

Lá longe meu pai campeava
No mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
Era mais bonita que a de Robinson Crusoé."

Na primeira estrofe e sexto verso possui uma figura de linguagem: Hipérbole ( comprida).
Na quarta estrofe possui também uma figura de linguagem: Hipérbole.

Frase do dia: " Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem."
Mário Quintana

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